Roundtable

Roundtable - 8 de março | 11H30​

O que fazer quando não me sinto nem Engenheiro Nem Biomédico?

Susana Brás

Docente no Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática, investigadora no IEETA – Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática de Aveiro, na Universidade de Aveiro. A sua formação base é em Matemática Aplicada e Doutoramento em Ciências Biomédicas, tendo desenvolvido a sua carreira após o doutoramento em Ciência de Dados. A sua investigação tem-se centrado na computação afetiva e no uso responsável da inteligência artificial, estudando o comportamento humano e os contextos ambientais com o objetivo de melhorar a qualidade de vida. Aborda desafios técnicos, como o desbalanceamento de classes e dados em falta, com aplicações em sistemas inteligentes. Tem experiência na orientação de alunos em diferentes graus académicos, publicação científica, gestão de projetos e defende ativamente uma comunicação de ciência clara para a população em geral. Para além da sua atividade académica, é membro da direção da Associação Portuguesa de Reconhecimento de Padrões, e dedica-se à promoção da equidade de género na tecnologia, integrando comunidades como a Geek Girls Portugal.  

Carolina Brites

Carolina Brites é Compliance Delivery Lead na Complear, sendo especialista na conformidade de software avançado para dispositivos médicos, incluindo diagnósticos baseados em IA e sensores vestíveis, ao abrigo do Regulamento dos Dispositivos Médicos (MDR). Anteriormente, exerceu funções como Global Medical Devices Technical Team Leader no Organismo Notificado SGS, em Bruxelas, onde supervisionou uma equipa e foi responsável pela coordenação das atividades dos Coordenadores Técnicos relacionadas com a certificação CE em 15 países. Enquanto coordenadora, geriu também auditorias no âmbito do MDR, MDD, ISO 13485, UKCA e MDSAP. Carolina é mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade de Lisboa (Faculdade de Ciências), possui uma pós-graduação em Implementação de Requisitos Regulamentares para Dispositivos Médicos e é Auditora Interna qualificada em ISO 13485. É oradora regular e professora convidada em temas relacionados com a regulamentação de dispositivos médicos e a utilização de IA na área da saúde.

Felícia Lopes

Felícia Lopes é Engenheira Biomédica, especializada em Engenharia Clínica e Instrumentação Médica, com mestrado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Atualmente, atua como Clinical Education Specialist em Digital Health & Automation na Siemens Healthineers, onde é responsável pela consultoria, demonstração, formação e suporte em soluções de TI para a saúde. No seu percurso, participou em projetos internacionais em Espanha, Brasil, Omã e Cabo Verde, contribuindo para a implementação e otimização de sistemas digitais de saúde em diferentes contextos. Ao longo da sua carreira, Felícia tem-se destacado pela capacidade de liderança, trabalho em equipa e compromisso com a inovação tecnológica na área da saúde. É também certificada em competências pedagógicas e tem experiência na organização e participação de eventos científicos nacionais e internacionais, reforçando o seu papel ativo na promoção do conhecimento e desenvolvimento profissional na área biomédica. 

Ana Luísa Silva

Ana Luísa Silva é Professora Auxiliar no Departamento de Física da Universidade de Aveiro e Diretora da Licenciatura em Engenharia Biomédica. Doutorada em Física (MAP-fis) pela Universidade de Aveiro em 2013, desenvolve desde 2008 atividade de investigação nas áreas da Engenharia Física e Biomédica, com particular enfoque em instrumentação, física da radiação e física médica. 
Integra o grupo de Deteção de Radiação e Imagem Médica (DRIM) do Laboratório Associado I3N, onde tem assumido um papel ativo na liderança e coordenação de projetos de investigação de carácter interdisciplinar, na interface entre a Física Médica e a Engenharia Biomédica. É igualmente co-responsável pela criação e dinamização do novo BiomediC Lab, um laboratório dedicado à formação e inovação em Engenharia Biomédica, promovendo a integração efetiva entre ensino, investigação aplicada e transferência de tecnologia. 
A sua investigação centra-se no desenvolvimento de detectores de radiação e de sistemas avançados de imagem médica, abrangendo aplicações que vão desde o ensino e a investigação pré-clínica em pequenos animais até à prática clínica. Nos últimos anos, tem também desenvolvido sistemas de instrumentação biomédica para a monitorização de sinais vitais, incluindo soluções para aquisição, processamento e integração de sinais fisiológicos, com foco em aplicações clínicas e na investigação. 
A sua atividade científica tem sido acompanhada por uma forte componente de inovação e empreendedorismo, refletida numa patente internacional concedida e dois pedidos de patente submetidos. É também co-fundadora da startup RI-TE – Radiation Imaging Technologies, spin-off da Universidade de Aveiro, dedicada à valorização e transferência de tecnologia na área da Física Médica, com impacto em contexto académico, clínico e industrial. 

Sara Azevedo

Sara Azevedo é Engenheira Industrial na Alten, trabalhando para a ASML onde iniciou o seu percurso profissional como Escritora Técnica. É mestre em Engenharia Biomédica, com especialização em Biomateriais, Reabilitação e Biomecânica, e construiu um percurso que alia uma formação científica sólida à capacidade de adaptação a contextos tecnológicos exigentes. No seu trabalho atual, dedica-se ao desenvolvimento de procedimentos operacionais e instruções de trabalho para a indústria dos semicondutores, à definição de sequências de diagnóstico e manutenção, bem como ao apoio à introdução de novos produtos, colaborando ainda em atividades de engenharia transversal para assegurar a conformidade dos variados departamentos. 
 Desde o início do seu percurso académico, esteve fortemente envolvida no associativismo juvenil, tendo integrado estruturas como o GAEB (Gabinete de Alunos de Engenharia Biomédica), o IEEE University of Minho Student Branch e a Erasmus Student Network, onde ainda hoje é voluntária. Estas experiências proporcionaram-lhe contacto com diferentes realidades, pessoas e perspetivas, contribuindo para o desenvolvimento de uma visão colaborativa e multidisciplinar. O seu trajeto evidencia que a construção de uma identidade profissional pode emergir da interseção entre diferentes áreas do saber e da participação ativa em projetos coletivos, reforçando o valor da ciência como motor de ligação entre pessoas, conhecimento e indústria.